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Entrevista com Igor Brito, tradutor de Drømmer om storhet para a Língua Portuguesa

Nesta entrevista, o brasileiro Igor Brito fala um pouco dele, como conheceu Pål H.Christiansen e sobre o processo de tradução de Drømmer om storhet:

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Igor Brito

– Conte-me um pouco sobre você. Quem você é e qual é sua formação?

Igor: Me chamo Igor Brito, tenho 23 anos, nasci e vivo em Belém do Pará, na Região Norte do Brasil. Sou formado em Letras. Sou graduado em Letras pela Universidade da Amazônia, sou licenciado para lecionar Português e Inglês e Literaturas Americana, Inglesa, Brasileira e Portuguesa. Atualmente, sou professor de Inglês como Língua Estrangeira no Castilla Curso de Idiomas. Sou também instrutor particular de Inglês Instrumental e tradutor freelance. No meu tempo livre sou autodidata, estudo línguas sozinho e gosto de comparar suas raízes e encontrar nelas parâmetros em comum quanto ao léxico, semântica, morfologia e sintaxe. Isso é algo que faço com muita freqüência. Fora meus deveres acadêmicos e os estudos, gosto de frequentar a academia de ginástica, caminhar, escutar música, escrever, assistir seriados, documentários e quaisquer esportes a motor, principalmente a IRL e Fórmula 1.

– Como começou seu interesse pela Noruega?

Igor: Meu interesse começou em 2003 quando eu escutei a versão em estúdio de Hunting High and Low do primeiro álbum do a-ha. Senti algo muito especial, profundo e diferente na voz do Morten Harket, na música e no som do a-ha. Então, eu comecei a procurar por vídeos e outros materiais deles. Nossa! Foi como nascer de novo, como a revelação de uma nova filosofia de vida e uma nova forma de ver as coisas, por isso fiz questão de mencioná-los nos meus Agradecimentos em meu Trabalho de Conclusão de Curso da faculdade. Em 2006, descobri a carreira solo de Morten e seus álbuns em Norueguês, o Poetenes Evangelium e o Vogts Villa. Foi uma sensação formidável, os arranjos eram transcendentais e sofisticados e o som da língua me encantou. Daí foi o início de uma nova etapa. Desde então, muitas coisas frutíferas apareceram na minha vida acadêmica e na minha vida como um todo e tem sido a base em meus estudos em minha carreira enquanto professor e pesquisador. Em 2010, ministrei um mini-curso em um simpósio na faculdade, abordando linguística comparada do Norueguês com o Inglês na poética existencialista de Håvard Rem, poeta norueguês e autor de todos os poemas musicados no álbum solo de Morten, Vogts Villa. Foi uma experiência magnífica.

– Como você conheceu Pål H. Christiansen? Por quê você quer traduzir o livro dele, Drømmer om storhet?

Igor: Meu primeiro contato com o Pål foi no Facebook há alguns meses atrás. Lá começamos a conversar sobre literatura, seu trabalho na literatura, sua e minha paixão pelo a-ha, minha formação, trabalhos e meu conhecimento quanto à experiência em tradução, língua norueguesa e estudos em outras línguas. Durante nossas conversas mostrei interesse em traduzir seu romance Drømmer om Storhet, dizendo a ele que seria uma oportunidade muito legal para os fãs do a-ha que falam a língua portuguesa, especialmente os brasileiros, ler tal brilhante estória com uma escrita muito habilidosa dele, ao mesmo tempo tendo seu xará Pål Waaktaar-Savoy como a força motriz da inspiração de Hobo, que está em busca de sua redenção como escritor, com a ajuda de Pål Waaktaar e seu soberbo talento para a composição escrita. Argumentei que isso seria de grande interesse aos fãs falantes de língua portuguesa do a-ha e admiradores do trabalho dele enquanto romancista. Da mesma forma, Pål mostrou confiança e interesse em meu trabalho e me deu a oportunidade de traduzir Drømmer om storhet, considerando também o fato de eu ser um grande seguidor do a-ha e graduado na área de línguas. Definitivamente foi como juntar o útil ao agradável.

– Quais são os maiores desafios em traduzir do norueguês para o português?

Igor: Desde meu primeiro contato com o norueguês senti grande facilidade e conforto em aprendê-lo. No geral, o norueguês tem regras gramaticais simples, um vocabulário acessível e pronúncia fácil, e muitas palavras do norueguês vieram do latim e do grego, assim como no português e inglês. Português, inglês e norueguês pertencem às raízes indo-europeias, por isso há muitas semelhanças concernentes a muitos aspectos linguísticos e vejo isso como uma vantagem muito grande e que torna meu trabalho mais fácil, ou menos difícil, depende do ponto de vista. Acho que um dos maiores desafios é ser bastante cuidadoso com a escrita durante o processo tradutório. Tenho que usar mais de um dicionário para saber quais são as expressões e colocações mais adequadas e/ou mais próximas das correspondências com o português, especialmente ao lidar com adjetivos e sintagmas verbais. Tem sido uma grande experiência este processo e tenho tido uma grande sintonia com o Pål. Ele é muito prático, eficiente e humilde. É uma pessoa muito sábia.


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